
Kobe, cadê você?

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É verdade, o Kobe nem esteve nos playoffs deste ano, mas ainda bem que a NBA não nos deixa esquecer dele.
Chris Paul, Kobe Bryant, LeBron James, Kevin Durant e Tim Duncan.
Você até pode ter vontade de ver um ou outro nome nesse time, mas é inegável: é difícil fugir disso na seleção do quinteto ideal da temporada regular da NBA.
E pra justificar as escolhas, a gente separou os melhores momentos desses caras no ano. Vale a pena assistir! É só clicar no nome de cada um e já era, basquete do mais alto nível.
Acredito que a maioria dos leitores desse blog já cansou de ler comparações entre Kobe e Jordan. [Ahan, LeBron, senta lá]. Ainda assim nós vamos falar disso novamente. Quer dizer, nós não, alguém que realmente tem propriedade para falar do assunto. Alguém que nunca tocou neste tema antes, mas que conquistou seus onze anéis comandando este dois caras.
Pois é, Phil Jackson sempre se esquivou de comparar seus dois principais pupilos, mas agora ele está lançando (outra) biografia e adivinha qual é o melhor assunto para transformar um calhamaço de 339 páginas de recordações basquetebolísticas em um best seller do New York Times? Kobe x Jordan.
Mas calma, o livro ainda não saiu. Alguns trechos dele foram enviados a jornalistas, entre eles um cara que por muito tempo acompanhou os Lakers. Ele escreveu um matéria a respeito, e este são alguns dos trechos que interessa nesse debate:
Michael was more charismatic and gregarious than Kobe. He loved hanging out with his teammates and security guards, playing cards, smoking cigars, and joking around
Kobe is different. He was reserved as a teenager, in part because he was younger than the other players and hadn’t developed strong social skills in college. When Kobe first joined the Lakers, he avoided fraternizing with his teammates. But his inclination to keep to himself shifted as he grew older. Increasingly, Kobe put more energy into getting to know the other players, especially when the team was on the road.
Ele fala mais coisas, é só ler a matéria do Los Angeles Times.
Dica do irmão Daniel, que é pra não dizer que eu não dou os devidos créditos!
Kobe Bryant entrou no Twitter há pouco tempo. Mas não demorou muito pra se tornar um dos perfis mais populares do microblog.
No jogo 1 da série Lakers versus Spurs, o camisa 24 do time de LA, lesionado, ficou acompanhando a partida pela TV e fazendo comentários no seu perfil do Twitter. Resultado: os posts de Kobe viraram notícia e atraíram até mais atenção do que o sonolento jogo disputado no Texas.
Até o técnico Mike D’Antoni foi questionado sobre o assunto, e minimizou, dizendo que Kobe é um fã do time e, naturalmente, falaria sobre o jogo no Tiwtter.
Sem querer atrair os holofotes enquanto seu time tenta avançar à semifinal do oeste, Black Mamba resolveu não usar mais a ferramenta durante os jogos do Lakers.
Antes que vocês se perguntem o que diabos Kobe postou no Twitter, a gente já te adianta que não foi nada demais. Uma hora ele pediu uma defesa mais forte, depois falou que o Lakers tinha que se aproveitar mais do jogo no garrafão. Enfim, absolutamente nada demais.
Mas é que o jogo realmente foi meio decepcionante, então os caras tiveram mesmo que explorar alguma outra coisa. Ê, profissãozinha ingrata essa de jornalista.
A bela campanha da Nike pelo retorno de Kobe.
Os playoffs começam neste fim de semana e eu confesso que eles não serão o mesmo sem Kobe Bryant. Assim como eles não serão os mesmos sem Rajon Rondo ou Derrick Rose.
Você já percebeu, estou citando três estrelas, três jogadores-chave em cada um dos seus times e que não devem jogar os playoffs por conta de lesões (pelo menos até o momento da publicação deste post). É óbvio que estamos falando de um esporte de intenso contato físico, extremamente competitivo e jogado em altíssimo nível. Ou seja, shit happens e lesões fazem parte dessa merda toda. Mas será que não estamos exigindo demais desses jogadores?
Meu ponto é: será que com 34 anos Kobe já é um jogador velho? Ou será que com 34 anos Kobe já é um jogador velho demais para jogar 100 partidas numa temporada?
Sim, estou contestando a longa e entediante temporada regular da NBA, e concluindo do topo da minha ignorância (sem qualquer respaldo científico) que uma redução no número desses jogos talvez colaborasse para a preservação das estrelas do jogo. Um ponto defendido também pelo colunista George Eddy, do Fiba.com.
Será que 50 jogos não seria mais que suficiente para selecionarmos de uma forma justa os oito melhores times de cada conferência e, aí sim, partir para o filé que são os playoffs? Será que 50 jogos numa temporada regular não daria a Kobe alguns aninhos a mais em quadra? Será que jogar quatro vezes contra o Sacramento Kings e New Orleans Hornets valem tanto a pena?
Digo isso porque realmente vou sentir a falta de Kobe Bryant nestes playoffs. E vou sentir sua falta nessa série fantástica contra os Spurs. E confesso que prefiro vê-lo num histórico melhor-de-sete contra os Spurs, que em quatro emocionantes jogos contra o Phoenix Suns (e suas 25 vitórias em 82 jogos).
É claro que tem a grana. E esses 82 jogos rendem muito dinheiro. Mas acho que é possível encontrar um meio termo entre o que é milionário e o que é saudável.
Kobe vivia um momento mágico, um dos melhores da carreira, mesmo aos 34 anos de idade. Mas será que o Lakers vai conseguir superar essa ausência e não fazer um papelão histórico?
O elenco é bom, apesar de ainda não ter justificado o investimento, a expectativa, o nome, a carreira de um monte de estrela que esse time tem.
Dwight Howard chegou com status de melhor pivô da liga. Sua contratação foi disputada por um monte de times da NBA. O Lakers levou, mas ainda não recebeu o jogador que esperava ter contratado.
Steve Nash superou todo o histórico de rivalidade com o Lakers para tentar um inédito anel na já derradeira carreira. Não fez por merecer tal recompensa, apesar de estar sendo muito prejudicado pela série de lesões – talvez fruto da idade avançada.
E ainda tem Pau Gasol, Ron Artest (me recuso a chamar esse louco de Metta World-Peace). Muita gente diz que o time de Kobe Bryant é refém de suas jogadas. Num time com Kobe, outro cara só vai finalizar uma jogada se o chefe passar a bola ou estiver muito bem marcado.
Se é verdade ou não, eu não sei. Mas se o Lakers quiser mesmo evitar o vexame de não ir nem para os playoffs, vai ter que provar que existe vida sem Kobe.
E o desafio começa já neste domingo, contra o sempre poderoso San Antonio Spurs. Ah, como se não bastasse, o confronto tem tudo para se repetir nos playoffs. Pelo menos é isso que o Lakers espera. Por incrível que pareça.
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